segunda-feira, 15 de março de 2010

Edição nº13 da Revista Tema Livre

- Entrevistas com os historiadores:

- A uruguaia Ana Frega, da Universidad de la República (UDELAR);

- O brasileiro João Paulo Pimenta, da Universidade de São Paulo (USP);

- O francês radicado no Chile, Patrick Puigmal, da Universidad de Los Lagos.

- Artigos:

- "As revoluções de Maio e Liberal do Porto no Estado Cisplatino Oriental", do historiador Fábio Ferreira (Doutorando PPGH-UFF)

-"Secuestros y tráfico de esclavos en la frontera uruguaya: Estudio de casos posteriores a 1850", do historiador uruguaio Eduardo Palermo (Mestre em História pela UPF e diretor do Centro de Documentación Histórica del Río de la Plata)

- "Indisciplinados ou disciplinados? As discussões sobre os partidos políticos na câmara dos deputados" de Riberti de Almeida Felisbino (Doutor em Ciências Sociais pela UFSCar)

- "Projeto de pesquisa - suas funções e partes constitutivas" de José D'Assunção Barros (Doutor em História pela UFF, Professor Visitante da UFJF e Professor Titular da USS)


- Matérias:

Brasil: Cobertura da exposição internacional "Um Novo Mundo, Um Novo Império: A Corte Portuguesa no Brasil"

Uruguai: 1º Congresso Latino-Americano de História Econômica (CLADHE I)/4as Jornadas Uruguaias de História Econômica, que congregou pesquisadores de diversos países da América Latina, da Europa, e dos EUA.


- Fotografia:

Na seção fotos, novas imagens de Portugal, com a segunda parte da exposição virtual dedicada à cidade de Lisboa, com suas maravilhas, história e importantes pontos turísticos.

Acesse: www.revistatemalivre.com

Assembléia Geral

Atenção! Nossa primeira reunião de 2010 está marcada para dia 17 de Março com primeira chamada às 12:10 na sala 201 do FI.

Entre as pautas estão a aprovação do Estatuto do CA que pode ser lido aqui, reforçar nossas propostas e metas até o final desse ano (quando esperamos realizar uma nova eleição), apresentar os calouros e também aos demais alunos a importância de uma representação estudantil dentro de uma instituição privada e explicar um pouco o que é o movimento estudantil e suas possíveis representações.

Pautas:

Aprovação do estatuto
Processo de registro do CA
Jornal Mural
Calourada

CAC@UGF

Boris Fausto: revisão histórica da Guerra do Paraguai afasta influência da Inglaterra no maior conflito bélico da América Latina

BORIS FAUSTO
COLUNISTA DA FOLHA

A pedido do vice-presidente do Paraguai, Federico Franco, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a decisão de devolver àquele país o canhão "Cristão", fabricado pelos paraguaios a partir de sinos de igrejas, no curso da guerra com a Tríplice Aliança, formada pelo Brasil, a Argentina e o Uruguai, entre 1864 e 1870.
A medida foi aplaudida pelo presidente do Clube Militar [general Gilberto Barbosa de Figueiredo], afirmando que "normalmente não se devolve troféu de guerra, mas o povo paraguaio merece; é um ato de grandeza".
Aplausos, com um pequeno adendo: mais do que um ato de grandeza, a devolução é um ato de justiça.

"Guerra brasileira"

A Guerra do Paraguai foi o fato mais relevante da história latino-americana, na segunda metade do século 19. A luta contra aquele país, liderado por Francisco Solano López, que a princípio reuniu os três países citados, passou a ser, cada vez mais, uma "guerra brasileira", seja pelos efetivos militares envolvidos, seja por sua repercussão interna.
O episódio tem também muito interesse pelas controvérsias historiográficas que gerou. Até anos recentes, Solano López era considerado, no Paraguai, um herói nacional; no Brasil, foi pintado como um tirano sanguinário, que tivemos de esmagar, apesar de nossa vocação pacifista.

Nem tão herói assim

Essas visões mudaram nos dois lados, pois, se Solano continua a ser um herói da pátria para a maioria do povo paraguaio, vários historiadores daquele país promoveram a revisão para baixo de sua figura. Quanto ao Brasil, a Guerra do Paraguai foi descrita e analisada, por muitas décadas, a partir de uma versão patrioteira.
Qualquer outra versão era considerada impatriótica e implicitamente perigosa. Uma reviravolta ocorreu a partir dos anos 1960 do século passado, no âmbito da voga do nacionalismo anti-imperialista, nos meios intelectuais da América Latina. Um dos pontos centrais da revisão diz respeito às causas da guerra, atribuída às maquinações do imperialismo britânico.

Um livro típico daquela época, "Genocídio Americano - A Guerra do Paraguai", do jornalista Julio José Chiavenato (1979, ed. Moderna, esgotado), teve imenso sucesso nas escolas brasileiras, incorporando a versão conspirativa.
Segundo o autor, ao destruir o Paraguai, o imperialismo inglês manteve o status quo na América meridional e impediu a ascensão de seu único Estado economicamente livre.

Hoje, a tese conspirativa está desacreditada, graças aos trabalhos de Francisco Doratioto, baseado em fontes brasileiras e paraguaias ("Maldita Guerra", 2002, Cia. das Letras), e de outros historiadores, como Ricardo Salles ["Guerra do Paraguai - Escravidão e Cidadania na Formação do Exército", Paz e Terra] e Vitor Izecksohn ["O Cerne da Discórdia - A Guerra do Paraguai e o Núcleo Profissional do Exército", E-Papers].

Na verdade, aos ingleses interessava acima de tudo a estabilidade da região, como garantia de seus bons negócios, e não um conflito. É certo, que após estourar a guerra, bancos ingleses financiaram o Brasil, agravando aliás o problema de nossa dívida pública, mas isso é outra história. O conflito teve causas locais, embora nem sempre fáceis de discernir.

Morticínios

De um lado, Solano López, que instaurara no Paraguai uma ditadura férrea e convertera o país numa grande fazenda pertencente ao Estado, pretendia romper o relativo isolamento paraguaio e abrir caminho para uma presença maior na bacia do [rio da] Prata.
De outro lado, as pretensões paraguaias eram tidas como francamente expansionistas e vistas com suspeita pelos países da Tríplice Aliança. Se López não era um herói precursor do anti-imperialismo, o Brasil liberal, mas escravista, não ficava em boa posição na luta contra o ditador.

Além disso, ao longo do conflito, as forças brasileiras perpetraram uma série de morticínios, assim como o saque de Assunção, quando a capital paraguaia foi ocupada, em janeiro de 1869. O que não quer dizer que as ações paraguaias não se caracterizassem também por muitas barbaridades. No terreno dos números, há uma total incerteza quanto às mortes do lado do Paraguai, variando as cifras entre 9% e 69% da população!
O Brasil enviou para a guerra cerca de 139 mil homens, dos quais uns 50 mil morreram nos combates ou foram vítimas de doenças.

Os contingentes incluíram, além do Exército, os "voluntários da pátria" -na verdade, gente enviada à força para a frente de combate, entre eles escravos que substituíram filhos da elite. Para qualificar o conflito numa frase, lembremos uma carta escrita pelo barão de Cotegipe para o barão de Penedo, em maio de 1866. Nela, há um trecho eloquente, lembrado por Doratioto: "Maldita guerra, atrasa-nos meio século!".
De fato, a guerra não nos atrasou meio século, como pensava o provecto barão, mas certamente mereceu o qualificativo de maldita.

BORIS FAUSTO é historiador e preside o Conselho Acadêmico do Gacint (Grupo de Análise da Conjuntura Internacional), da USP. É autor de "A Revolução de 30" (Companhia das Letras).

borisfausto@uol.com.br

sábado, 13 de março de 2010

Projeto que regulamenta profissão de historiador é aprovado na CAS

A Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS) aprovou nesta quarta-feira (10) o PLS 368/09, projeto de lei que regulamenta a profissão de historiador. O autor da proposta é o senador Paulo Paim (PT-RS). O texto foi votado em decisão terminativa.

O relator da matéria, senador Cristovam Buarque (PDT-DF), afirmou durante a votação desta quarta que "esse projeto não impede o desempenho da atividade de historiador por aqueles que o fazem por vontade própria ou vocação; apenas garante para os respectivos cargos públicos a exigência do diploma de historiador".

O projeto define que a profissão de historiador poderá ser exercida pelos diplomados em curso superior de graduação, mestrado ou doutorado em história. As atividades desse profissional são, de acordo com o projeto, o magistério; a organização de informações para publicações, exposições e eventos sobre temas históricos; o planejamento, a organização, a implantação e a direção de serviços de pesquisa histórica; o assessoramento para avaliação e seleção de documentos para fins de preservação; e a elaboração de pareceres, relatórios, planos, projetos, laudos e trabalhos sobre temas históricos.

Em seu voto pela aprovação do projeto, Cristovam observa que, atualmente, a atividade do historiador não está mais restrita à sala de aula e que a presença desse profissional é cada vez mais requisitada pelos centros culturais, museus, assessoria e consultorias a empresas de publicidade, turismo e produtores de cinema, jornalismo e televisão. Por esse motivo, o relator se manifesta favoravelmente a que a profissão seja valorizada e reconhecida legalmente.

Turismólogo

Também foram aprovadas pela CAS as quatro emendas da Câmara ao projeto de lei que regulamenta a profissão de turismólogo. Essa proposta (que agora tramita no Senado como ECD 290/01) foi apresentada em 2001 pelo então senador Moreira Mendes. O relator das emendas na CAS foi o senador Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC).

Da Redação / Agência Senado

Curso O Negro na História e na Sociedade Brasileira - Revista África e Africanidades

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quarta-feira, 10 de março de 2010

Assembléia Geral

Atenção! Nossa primeira reunião de 2010 está marcada para dia 17 de Março com primeira chamada às 12:10 na sala 201 do FI.

Entre as pautas estão a aprovação do Estatuto do CA que pode ser lido aqui, reforçar nossas propostas e metas até o final desse ano (quando esperamos realizar uma nova eleição), apresentar os calouros e também aos demais alunos a importância de uma representação estudantil dentro de uma instituição privada e explicar um pouco o que é o movimento estudantil e suas possíveis representações.

Pautas:

Aprovação do estatuto
Processo de registro do CA
Jornal Mural
Calourada

CAC@UGF

Boletim eletrônico da Revista de História da Biblioteca Nacional

Mindlin lá fora

Subitamente estampados nas primeiras páginas dos jornais brasileiros após sua morte, o trabalho de José Mindlin em prol da leitura e a admiração por sua coleção única cruzaram fronteiras. Membro desde 1988 do conselho da Biblioteca John Carter Brown em Rhode Island, nos Estados Unidos, o bibliófilo recebeu "ofertas tentadoras" no exterior que poderiam ter dado outro rumo para suas coleções, atualmente na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin da Universidade de São Paulo. [ leia mais ]

O herói e o monstro

Polêmico em vida, o explorador britânico Percy Fawcett não se livrou da sina após sua morte. Inspiração para a criação de Indiana Jones e algumas histórias de Arthur Conan Doyle, o personagem também chamou atenção de Brad Pitt, que pretende interpretar o aventureiro nas telonas. O ator já comprou os direitos de filmagem do livro 'Finding the lost city', mas a obra é acusada de plágio pelo escritor Hermes Leal, que publicou uma biografia de Fawcett dois anos antes. [ leia mais ]

E mais...

Aprenda tupi: Através da internet é possível aprender línguas indígenas e consultar fontes de época. O professor Renato Venâncio mostra os caminhos para quem quer aprender tupi. [ leia mais ]

Malvinas: Petróleo reacende a disputa entre Inglaterra e Argentina pelas Ilhas Malvinas. Na guerra de 1982, o Brasil apoiou os hermanos e por um tris não vê Leonel Brizola morto pelos ingleses. [ leia mais ]

Futebol dos filósofos: Na Inglaterra, grupo de educadores de Filosofia para crianças recria a famosa esquete da trupe humorística Monty Python [ leia mais ]

Terremotos no Chile: Tremores no país teriam ajudado Darwin a formular sua teoria da evolução, segundo historiador [ leia mais ]

História Moderna: Ciclo, Estado e poderes no século XVIII - Interfaces sociais, econômicas e jurídicas

Público Alvo

Alunos de graduação em História

Objetivos

Discutir as Características do Estado Moderno, a partir das diversas perspectivas historiográficas.

Local do Curso: Unidade Piedade – Rua Manoel Vitorino, 553

Conteúdo Programático

- Da monarquia tradicional ao estado do absolutismo

- Estrutura e meios de ação do estado de polícia

- Estado e sociedade estamental no século XVIII

- Políticas econômicas do estado absolutista, suas opções e crítica

- Legitimação política e jurídica do estado de polícia

- As possibilidade no estado final do século XVIII: Crises, rupturas, continuidades

Corpo Docente

Arno Wehling

Dias de aula/ Atividade: 25 de março; 8,15,29 de abril; 06, 13 de maio.

Horário: 11:10 às 12:30 horas

Investimento: R$ 20,00

domingo, 7 de março de 2010

XII Jornada de Estudos da Antiguidade: Viagens, navegantes e Imaginários

Período de inscrição de trabalhos: 08/03 a 31/03/2010

Data da Jornada: 24/05 a 28/05/2010

Valores:

Ouvinte da Jornada – R$ 15,00
Apresentação de Comunicação - R$ 10,00
Minicurso - com Jornada: R$ 5,00 cada
- sem Jornada: R$ 10,00 cada

Inscrição para ouvintes dia o8 de março,a forma para se inscrever será divulgada em breve.

I Seminário de pós-graduandos em História do processo de abolição e do pós-abolição no Brasil: Caminhos da Abolição e do Pós-Abolição.

Organizado por alunos do programa de pós-graduação em História Social da Universidade Federal Fluminense, este seminário visa a promover o debate entre pesquisadores de todo o Brasil a cerca do processo de Abolição da escravidão e seus desdobramentos nos séculos posteriores.

XIV Encontro Regional de História ANPUH-Rio

Abertas as inscrições para o

XIV Encontro Regional de História

ANPUH-Rio

http://www.encontro2010.rj.anpuh.org

Atenção: A atualização de seu cadastro e inscrição de seu CPF é essencial para efetivar a sua inscrição

Revista Histórica - edição 40 ª

Informamos a publicação da 40ª edição da revista Histórica – publicação on-line do Arquivo Público do Estado de São Paulo. Acesse http://www.historica.arquivoestado.sp.gov.br/materias/ .

Revista Histórica: Nova Fase

Buscando uma identidade editorial para a Revista Histórica, reformulamos sua estrutura: a partir de dezembro de 2009, as edições serão temáticas, com anuncio prévio dos temas para chamada de artigos, focando na apresentação de grupos e linhas de pesquisa desenvolvidas sobre a história de São Paulo e/ou com fontes do acervo do Arquivo Público do Estado de São Paulo. Assim, buscamos consolidar a revista como espaço de divulgação e debate de pesquisas acadêmicas. Iniciando as mudanças, divulgamos os temas das duas próximas edições, com o prazo para envio de artigo.

Edição 41 – Abril
Tema: Ofícios construindo o cotidiano do século XIX
Prazo de envio: 15 de março

Edição 42 – Junho
Tema: Leis e vivências da escravidão
Prazo de envio: 14 de maio

Chamada de artigos e Prêmio de Monografia

O Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro abriu inscrições para o

1. Concurso de Monografias Arquivo da Cidade/Prêmio Afonso Carlos Marques dos Santos, que se encerrarão no próximo dia 03/05/2010. Informações e edital no site www.rio.rj.gov.br/arquivo

2. Revista do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, cujo prazo de recebimento dos estudos estende-se até o dia 05 de abril de 2010. Informações e instruções para publicação dos artigos no site www.rio.rj.gov.br/arquivo

Revista Temáticas (UNICAMP)

nformações: http://revistatematicas.blogspot.com/

PENSAMENTO CONSERVADOR E MODERNIDADE

CHAMADA DE ARTIGOS

Michel Goulart Silva (org.)

Este dossiê tem como objetivo reunir artigos e ensaios teóricos, pesquisas empíricas e resenhas, que tratem das diferentes manifestações do pensamento conservador a partir do século XX, no Brasil e em outros países, sob o enfoque das Ciências Sociais e da História.

Serão aceitos trabalhos dedicados às questões relacionadas aos fascismos na Europa e na América Latina, às diversas manifestações de racismo, incluindo-se o anti-semitismo, às ditaduras latino-americanas, ao imaginário anticomunista, aos fenômeno neonazistas e seus congêneres pelo mundo.

Prioritariamente, serão aceitos trabalhos que relacionem, no plano teórico e empírico, a modernidade sociológica ao pensamento político conservador, bem como aqueles que questionem a correspondência entre ambos.

Os trabalhos devem ser encaminhados ao organizador do dossiê, Michel Goulart Silva, pelo e-mail michelgsilva@yahoo.com.br , até 31 de maio de 2010.


Normas de Publicação:
http://revistatematicas.blogspot.com/2008/03/revista-temticas-publica-trabalhos.html